A Ética Humana

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A história humana é tragicamente cheia de exemplos de perseguição e opressão que surgem quando aqueles que estão no poder criam suas próprias definições da humanidade e dos direitos humanos, de modo a excluir e abusar de certos grupos de pessoas.

A Bíblia é clara ao dizer que Deus deu a todos os seres humanos a dignidade, a humanidade e os direitos. A compreensão bíblica de humanidade fornece a base essencial para as decisões éticas sobre como tratar as outras pessoas.

A visão bíblica sobre a humanidade

A Bíblia começa com Deus, o soberano Criador de todas as coisas: “No princípio, criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). Sua obra, tudo desde a luz na terra, às  criaturas viventes, é chamado de “bom”.

No entanto, a humanidade, sendo a própria imagem de Deus, é a coroa da criação—“eis que era muito bom” (versículo 31). Neste sentido, Deus é revelado nos seres humanos de forma mais maravilhosa do que em qualquer outra criatura.

Em Gênesis 1:26, Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem”. No início, nosso Criador nos deu um título notável: “imagem de Deus”.

Esta expressão revela a dignidade de todos os seres humanos, pois estabelece as pessoas como representantes do Rei do universo.

De acordo com a imagem de Deus, aos seres humanos são dados a dignidade e o domínio especial, e eles são comissionados a cuidar da criação de Deus (versículos 28-30).

As consequências da visão bíblica sobre a humanidade

Como portadores da imagem de Deus, os seres humanos são imbuídos de uma dignidade e um valor maior do que os animais. Quando falou a Noé, após o dilúvio, Deus enfatizou que a vida humana deve ser muito valorizada, e que a violência contra qualquer ser humano deve ser rigorosamente punida (Gênesis 9:5-6).

Em Gênesis 1 e 2, vemos que o plano de Deus era que a terra fosse preenchida pelos portadores de sua imagem, os quais deviam glorificá-lo através da adoração e da obediência.

Este estado de consciência, que desfruta da bênção intencionada de Deus e de seu governo sábio, é chamado “shalom”. Segundo escreve Cornelius Plantinga Jr.:

Na Bíblia, “shalom” significa florescimento, plenitude e deleite completo—um estado rico em que as necessidades naturais são supridas e os dons naturais aplicados proveitosamente… . “Shalom”, em outras palavras, é como as coisas deveriam ser (“The Way It’s Supposed to Be: A Breviary of Sin” [Como deveria ser: Uma síntese sobre o pecado], página 10).

“Shalom” significa a plenitude da paz, a visão de uma sociedade sem violência ou medo: “Estabelecerei paz na terra; deitar-vos-eis, e não haverá quem vos espante; farei cessar os animais nocivos da terra, e pela vossa terra não passará espada” (Levíticos 26:6). “Shalom” é uma espécie de bem-estar profundo e abrangente—bem-estar abundante—com suas conotações de paz, justiça e bem comum.

Em resumo, os escritores bíblicos usam shalom para descrever o mundo de paz, segurança, justiça, ordem e plenitude universal que Deus planejou, no qual todos os seres humanos gozam de liberdade, segurança e paz.

As visões antibíblicas da humanidade

Gênesis 3 registra o terrível dia em que a humanidade caiu e o shalom foi violado. Adão e Eva quebraram seu relacionamento com Deus, rebelando-se contra o seu mandamento. Foi uma traição cósmica.

Ao invés de confiar na boa e sábia palavra de Deus, eles confiaram nas palavras astutas e enganosas da Serpente.

Em resposta, o Criador amaldiçoou a humanidade com o vazio e a morte. A imagem real de Deus caiu na extrema desonra que todos nós experimentamos.

Esta queda trágica mergulhou a humanidade em um abismo relacional. Após a queda, a humanidade foi escravizada na idolatria (ódio a Deus) e na violência (o ódio do outro).

O pecado inverte o amor de Deus, que por sua vez torna-se idolatria, e inverte o amor ao próximo, que se torna a exploração de outros.

O coração do homem caído encontra maneiras para justificar seu ódio por outras pessoas e seu desejo de explorá-los. O resultado é a multiplicidade dos pontos de vista antibíblicos sobre a humanidade, encontrados ao longo da história, os quais desumanizam e excluem as pessoas criadas à imagem de Deus.

Existiram muitas grandes visões não cristãs sobre a natureza da humanidade, tais como o dualismo racionalista de Platão, o determinismo econômico materialista de Karl Marx, o determinismo psíquico de Sigmund Freud, e o determinismo do condicionamento ambiental de B.F. Skinner.

Milhares de outras ideologias antibíblicas sobre a humanidade existiram, tais como o tribalismo, o darwinismo social, o racismo, o nazismo, e pontos de vista sobre uma humanidade superior com base na religião, riqueza, gênero, idade, intelecto, hereditariedade, e muitos outros fatores.

As consequências dos pontos de vista não bíblicos sobre a humanidade

Sem o entendimento bíblico sobre a humanidade e a dignidade humana como portadores da imagem de Deus, a sociedade fica livre para se degenerar em violência, opressão e exploração dos fracos pelos fortes.

O Antigo Testamento mostra claramente a crueldade e a violência que resulta da queda: a violência contra crianças (Salmo 137:9), mulheres (Amós 1:13) e de nascituro (2 Reis 15:16); estupro (Juízes 19:22-30); massacres (1 Samuel 22:18-19) e escravidão (Amós 4:2).

Ao longo da história, vemos como os pontos de vista antibíblicos sobre a humanidade são usados para explorar e oprimir o povo. Os fortes oprimem os fracos, e há injustiça contra os grupos malquisto e menos valorizados, desde o nascituro ao idoso.

Há aborto, infanticídio, abuso infantil e a exploração do trabalho infantil. Há escravidão, violência baseada em gênero, violência sexual, tráfico sexual, tráfico de trabalho, racismo, genocídio e guerra étnica.

Há luta de classes, privação, discriminação de idade, opressão aos pobres e discriminação contra os malquisto, os deficientes, os não instruídos, os fracos e os impotentes.

As injustiças e as explorações que acontecem quando a humanidade é redefinida são inúmeras e decepcionantes.

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John Robert Walmsley Stott,  foi um pastor e teólogo anglicano britânico, conhecido como um dos grandes nomes mundiais evangélicos.

Thiago Aguiar

Thiago Aguiar, Casado com Juliana Aguiar, Cristão, Salvo por Jesus Cristo, Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Técnico em Segurança do Trabalho, Empreendedor Digital, Blogueiro, Serve na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, em Natal/RN.

Website: https://thiagoaguiar.com

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