Por que os Cristãos Devem Usar Suas Mentes?

A primeira razão se apresentará a todo crente que deseja ver o evangelho proclamado e Jesus Cristo reconhecido no mundo todo. Trata-se do poder do pensamento humano na concretização de ações.

A História está repleta de exemplos da influência que grandes idéias exercem. Todo movimento de poder teve a sua filosofia que se apossou da mente, inflamou a imaginação e capacitou a devoção de seus seguidores.

Basta pensar nos manifestos fascista e comunista do século passado, na obra “Mein Kampf” de Hitler, de um lado, e no “Das Kapital” de Marx e “Pensamentos” de Mao, do outro. A. N. Whitehead resume isso da seguinte forma: Uma grande parte do mundo é atualmente dominada por ideologias que, se não completamente falsas, são estranhas ao evangelho de Cristo. Apregoamos “conquistar” o mundo para Cristo.

Mas que espécie de “conquista” temos em mente? Certamente que não uma vitória baseada na força das armas.

Nossa cruzada cristã diferencia-se completamente das vergonhosas cruzadas da Idade Média. Observemos a descrição que Paulo faz dessa batalha: “Na verdade, as armas com que combatemos não são carnais, mas têm, a serviço de Deus, o poder de destruir fortalezas.

Destruímos os raciocínios presunçosos e todo poder altivo que se levanta contra o conhecimento de Deus. Tornamos cativo todo pensamento para levá-lo a obedecer a Cristo”.

Esta é uma batalha de idéias, a verdade de Deus vencendo as mentiras dos homens. Será que acreditamos no poder da verdade?

Não muito tempo depois que a Rússia brutalmente reprimiu a revolta húngara de 1956, o Sr. Kruschev referiu-se ao precedente dado pelo Czar Nicolau I, que comandara combate à revolta húngara de 1848.

Num debate sobre a Hungria, travado na Assembléia Geral das Nações Unidas, Sir Leslie Munro citou as observações feitas por Kruschev e concluiu seu discurso relembrando uma declaração feita por Lord Palmerston na Casa dos Comuns em 24 de julho de 1849, com respeito ao mesmo assunto.

Palmerston tinha dito o seguinte: “As opiniões são mais fortes que os exercícios. Se fundadas na verdade e na justiça, as opiniões ao fim prevalecerão sobre as baionetas da infantaria, os tiros da artilharia e as cartas da cavalaria”…

Deixando de lado exemplos seculares do poder do pensamento, passo agora a abordar algumas razões, mais propriamente cristãs, pelas quais devemos fazer uso de nossas mentes.

Meu argumento agora é que nas doutrinas básicas da fé cristã, doutrinas da criação, revelação, redenção e juízo, em todas elas está implícito que o homem tem um duplo e inalienável dever: o de pensar e o de agir de conformidade com o seu pensamento e conhecimento.

CRIADO PARA PENSAR

Começo com a criação. Deus fez o homem à sua própria imagem, e um  dos aspectos mais nobres da semelhança de Deus no homem é a capacidade de pensar.

É verdade que todas as criaturas infra-humanas têm cérebro, alguns rudimentos, outros mais desenvolvidos. O Sr. W.S. Anthony, do Instituto de Psicologia Experimental de Oxford, apresentou um trabalho perante a Associação Britânica, em setembro de 1957, no qual descreveu algumas  experiências com ratos.

Ele pôs obstáculos às entradas que continham alimento e água, frustrando-lhes as tentativas de encontrar o caminho naquele labirinto. Descobriu que, diante do labirinto mais complicado, seus ratos demonstraram o que ele denominou de “dúvidas intelectual primitiva”! Isso bem pode ser verdade.
Todavia, mesmo que algumas criaturas tenham dúvidas, somente o homem tem o que a Bíblia chama de “entendimento”.

crer-é-também-pensar

Thiago Aguiar

Thiago Aguiar, Casado com Juliana Aguiar, Cristão, Salvo por Jesus Cristo, Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Técnico em Segurança do Trabalho, Empreendedor Digital, Blogueiro, Serve na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, em Natal/RN.

Website: https://thiagoaguiar.com

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