Lições que Devemos Aprender de Jonathan Edwards

Lições-que-Devemos-Aprender-de-Jonathan-Edwards-postAntes da revolução política de 1776, houve a revolução religiosa conhecida posteriormente como Grande Avivamento. Inúmeros colonos americanos rejeitaram as rotinas solenes de suas igrejas estabelecidas e responderam à mensagem que apelava diretamente a eles.

Esta revolução revitalizou o princípio protestante de que a salvação não vinha por meio da autoridade da igreja e sim diretamente por meio da obra salvadora de Cristo para cada indivíduo.

Crentes redimidos poderiam desafiar, se necessário, as autoridades da igreja que não pregassem a mensagem pessoal de que o coração de uma pessoa tem de ser mudado radicalmente para a salvação.

O resultado desta revolução espiritual foi que as mais vigorosas das igrejas americanas foram edificadas sobre um princípio de voluntariedade do povo e não sobre o controle do estado ou da autoridade herdada.

Durante as gerações seguintes à Revolução Americana, quando os Estados Unidos ainda eram predominantemente protestante, igrejas de voluntariedade do povo, como metodistas e batistas, foram as que floresceram mais e estabeleceram o tom para muito do cristianismo americano posterior.

Entendendo a herança paradoxal da América

Se esquecemos esta revolução espiritual que se desenvolveu do Grande Avivamento e nos concentramos apenas nas origens políticas da nação, não temos meios para explicar uma das mais impressionantes características da América contemporânea.

Os Estados Unidos são uma das nações modernas mais industrializadas e tecnologicamente avançadas e, em muitos aspectos, excessivamente secular; mas são, também, uma nação notavelmente religiosa.

Em contraste com a Grã-Bretanha ou com a Europa Ocidental, onde as igrejas estão definhando, na América a grande maioria de pessoas professa fé religiosa. Provavelmente, a porcentagem de pessoas que frequenta regularmente igrejas seja mais alta hoje do que o foi na era colonial.

Explicações puramente políticas e seculares não podem justificar este paradoxo essencial da nação que é, ao mesmo tempo, tão secular quanto religiosa. Jonathan Edwards é uma figura proeminente entre os pais fundadores da primeira revolução americana, a revolução espiritual do avivamento.

Ele foi o Thomas Jefferson dessa revolução, não somente o seu principal filósofo, mas também, às vezes, um líder prático controverso. George Whitefield foi o George Washington do avivamento, o general amplamente admirado no campo.

Embora essas analogias não sejam exatas, Edwards foi certamente um dos importantes fundadores do movimento evangélico que se tornou e continua sendo a maior tradição religiosa desenvolvida na América.

“Evangelicalismo” é apenas o termo coletivo que designa todos os tipos de cristãos que ainda enfatizam a autoridade da Bíblia, a importância da conversão sincera e a urgência de evangelismo e missões.

O evangelicalismo é, às vezes, caracterizado como anti-intelectual, mas a presença de Edwards na herança demonstra que o evangelicalismo possui também um lado bem diferente.

Edwards tanto promoveu os avivamentos revolucionários que fomentaram o evangelicalismo quanto tentou impedir que seus apelos populares arruinassem sua teologia.

Enquanto os avivamentos se moviam através da república americana primitiva, Edwards não teria ficado feliz em vê-los fragmentar-se em muitos subtipos popularizados.

Mensagens simplificadas tiveram, inevitavelmente, apelo mais amplo do que as teologias mais substanciais das velhas tradições reformadas. Ainda assim, Edwards continua a ser respeitado entre aqueles ramos do evangelicalismo que permaneceram reformados, especialmente aqueles com um legado da Nova Inglaterra.

Hoje, o evangelicalismo é uma enorme coalizão que inclui muitas variedades, e, embora seus tipos mais evidentes ainda sejam movimentos populares cuja força está em qualquer lugar, exceto na profundeza teológica, estes não devem ser confundidos com o todo.

O movimento evangélico também inclui elementos significativos que preservam uma combinação de fé entusiasta e intelecto rigoroso, à semelhança de Edwards.

Conhecer a história de Edwards também nos ajudar a prover uma resposta para a questão muito debatida da extensão em que os Estados Unidos tiveram origens cristãs. Edwards pode ser visto como representante do término do puritanismo americano, a herança religiosa mais formidável na América colonial.

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John Robert Walmsley Stott,  foi um pastor e teólogo anglicano britânico, conhecido como um dos grandes nomes mundiais evangélicos.

Thiago Aguiar

Thiago Aguiar, Casado com Juliana Aguiar, Cristão, Salvo por Jesus Cristo, Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Técnico em Segurança do Trabalho, Empreendedor Digital, Blogueiro, Serve na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, em Natal/RN.

Website: https://thiagoaguiar.com

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