O Desafio – Introdução do livro “O Evangelho no Trabalho”

O Desafio – Introdução do livro “O Evangelho no Trabalho”

Se você é como a maioria das pessoas, você gasta uma parte significativa de cada semana de sua vida em seu emprego. Você também gasta muito tempo pensando a respeito de seu emprego. O que preciso fazer em seguida? Como maximizo os lucros ou resolvo aquele problema, ou comunico esta necessidade?

Pode bem ser que pelo menos alguns de seus pensamentos a respeito de seu trabalho não sejam apenas acerca de transações, mas, sim, a respeito do sentido disso tudo. Por que estou fazendo isto? Qual é o propósito disto e, eu quero continuar fazendo isto? Como este emprego está me afetando como um ser humano? Está tornando minha vida melhor ou pior? Tudo isso vale a pena, e por quê?

É lógico que essas são boas perguntas. Mas se você for crente, há outra série de perguntas que são ainda mais importantes — perguntas que têm a ver com o fato de como o trabalho se enquadra nas intenções de Deus para sua vida. O meu trabalho está moldando o meu caráter numa direção piedosa? Como posso fazer meu trabalho, não apenas como uma forma de pôr comida na mesa, mas como um discípulo rendido a Jesus? Afinal, qual é o objetivo do trabalho na vida de um crente? Existe algum sentido nele além de providenciar bens e serviços, ganhar dinheiro e prover um meio de vida para minha família e eu? E por que, aliás, Deus nos permite gastar tanto tempo de nossa vida fazendo essa coisa específica?

À medida que conversamos com crentes de nossas próprias igrejas e círculos de amizade, essa preocupação a respeito do sentido ou do propósito do trabalho aparece vez após vez nos pensamentos que as pessoas têm em relação aos seus empregos. Elas querem saber como aquilo que elas fazem por quarenta e poucas horas por semana se encaixa nos planos de Deus. Querem saber que propósito isso desempenha, não apenas em suas próprias vidas, mas nas intenções mais excelentes de Deus para o mundo. Elas perguntam: “Este trabalho que ocupa tantas horas da minha vida e tanto do meu espaço mental, que às vezes me frustra sem nenhum objetivo e me dá grande alegria em outros momentos — enfim o que tudo isso significa?”. Essas são perguntas importantes, e elas brotam do senso bom e justo de que nada em nossa vida, incluindo o nosso trabalho, está lá simplesmente como uma “decoração de vitrine”. Tudo isso se encaixa na grandiosa história da criação, do pecado e da redenção. Deus tem um propósito para tudo isso.

COMO O NOSSO TRABALHO SE ENCAIXA NA HISTÓRIA?

Desde o princípio, a intenção de Deus era que os seres humanos trabalhassem. O trabalho não é uma consequência do pecado — embora nós experimentemos dias terríveis que nos tentam a pensar que ele é! A partir do momento que Deus criou Adão e Eva, ele lhes deu trabalho para fazer. Ele fez um jardim e lhes disse: “Trabalhem e tomem conta disso” (Gênesis 2.15). O trabalho que Adão e Eva deveriam fazer era perfeitamente prazeroso, um trabalho perfeitamente gratificante. Não havia qualquer fadiga entediante, nenhuma competição impiedosa, nenhum senso de futilidade. Eles faziam tudo como um serviço para o próprio Senhor, em um relacionamento perfeito com ele. O trabalho deles era só uma questão de colher as superabundantes bênçãos de Deus para eles!

O pecado de Adão e Eva, obviamente, mudou isso. Quando eles desobedeceram ao mandamento de Deus e se rebelaram contra ele, o trabalho deixou de ser simplesmente uma colheita da abundância de Deus. O pecado de Adão e a maldição de Deus contra o pecado afetou até o próprio solo. O trabalho se tornou doloroso e necessário para a própria sobrevivência de Adão e Eva. O lugar onde antes a terra produzia vigorosamente seus frutos — quase como se estivesse segurando-os com mãos zelosas e implorando para que Adão e Eva os colhessem — agora se tornara mesquinho. A terra reteve suas riquezas, e os humanos foram forçados a trabalhar de forma dura e penosa para obtê-las. A vida no oriente do Éden era completamente diferente da vida dentro dele.

Compreender essa parte da história bíblica e o lugar do trabalho nela é, na verdade, crucial para nós como cristãos, pois ela ajuda a explicar porque o nosso trabalho sempre será, em um grau ou em outro, marcado pela frustração. O trabalho é difícil porque nós e o mundo ao nosso redor temos sido afetados pelo nosso afastamento de Deus. Por causa disso, não deveríamos nos surpreender com o fato de o trabalho ser às vezes difícil e doloroso. O trabalho tem a tendência de nos desgastar e esgotar. Ele pode ser uma fonte de grande frustração em nossa vida. Por outro lado, não deveríamos nos surpreender com o fato de que quando realmente apreciamos o nosso trabalho, há um perigo sempre presente de que o nosso trabalho nos consuma completamente — a ponto de nosso coração ser definido pelos interesses do trabalho e sermos reduzidos a meros trabalhadores.

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trabalho

 

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John Robert Walmsley Stott,  foi um pastor e teólogo anglicano britânico, conhecido como um dos grandes nomes mundiais evangélicos.

Thiago Aguiar

Thiago Aguiar, Casado com Juliana Aguiar, Cristão, Salvo por Jesus Cristo, Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Técnico em Segurança do Trabalho, Empreendedor Digital, Blogueiro, Serve na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, em Natal/RN.

Website: https://thiagoaguiar.com

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