Thiago Aguiar – As Sete Igrejas do Apocalipse: Esmirna

A Igreja de Esmirna recebe elogios

Quão maravilhoso seria se a nossa igreja recebesse uma carta encorajadora de Jesus, especialmente se ela não tivesse nenhuma crítica! Jesus não tinha qualquer repreensão à igreja em Esmirna, mas revela sua profunda compaixão por um povo que é fiel ao Senhor e que sofre perseguição como consequência.

A Igreja de Esmirna sofre pelo Senhor

É difícil para muitos de nós imaginar o que de fato é sofrer pelo Senhor. Contudo, essa carta indica que todos os cristãos devem estar dispostos a sofrer por Cristo. O sofrimento pode assumir várias formas. Enquanto escrevia este artigo, eu recebi um e-mail descrevendo terrível perseguição a cristãos em Orissa, na índia. Ao longo dos séculos, quando as pessoas defenderam claramente a verdade de Jesus Cristo e se recusaram a fazer concessões a outras ideias religiosas, algum tipo de perseguição irrompeu.

A Igreja de Esmirna sofre ataques dos pagãos

No período do Novo Testamento, a perseguição geralmente vinha dos pagãos (Atos 19.26-41) ou das autoridades romanas (2Timóteo 4.16-18). Para  Esmirna, ela também procedeu de alguns da comunidade judaica a qual, por isso, foi chamada de “sinagoga de Satanás” (Apocalipse 2.9; ver também 3.9). Essas duras palavras são semelhantes às palavras de Jesus em João 8.44: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, [o qual] jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade”. A rejeição de Jesus enquanto Messias e Senhor aponta para o fato de que tais pessoas seguem um falso senhor – Satanás. Satanás sempre está por trás da rejeição ao único e verdadeiro Senhor.

Aqui Jesus diz conhecer a “tribulação” e a “pobreza” daquela igreja em Esmirna (Apocalipse 2.9). A sua pobreza pode estar ligada à sua perseguição. Talvez eles tenham se recusado a participar das cerimônias religiosas das corporações de ofício da época e, assim, tenham sofrido economicamente. A palavra tribulação ou afliçãocarrega a ideia da perseguição aos cristãos nos últimos dias. Jesus usou a mesma palavra em Mateus 24.9 para se referir à perseguição e morte que os cristãos enfrentariam por sua causa. Em Esmirna, isso estava começando a acontecer, e o Senhor os prepara para o pior que estava por vir.

Todavia, desde o primeiro versículo o Senhor traz encorajamento. Ele escreve ser aquele “que esteve morto e tornou a viver” (Apocalipse 2.8). A decisiva verdade que eles precisam compreender é que, uma vez que Cristo morreu e ressuscitou, eles podem estar certos de que, se morrerem, também hão de ressuscitar dentre os mortos. É isso que significa Jesus dizer-lhes que eles não sofrerão a “segunda morte” (v. 11). A primeira morte pode estar nas mãos dos perseguidores, mas eles serão ressuscitados por Deus e nunca enfrentarão o juízo final, a segunda morte. Com efeito, eles receberão a “coroa da vida” (v. 10). Esmirna era famosa por seus jogos atléticos, então isso teria lembrado os cristãos da “coroa de louros” dada aos melhores cidadãos e atletas. Os seus perseguidores os consideravam os menores dos menores, mas, em breve, o Senhor proclamaria a vitória deles ao dar-lhes a vida eterna.

A Igreja de Esmirna prova a proteção soberana de Deus

Mas há mais encorajamento. Jesus diz que eles são, de fato, “ricos” (v. 9). Isso porque, a despeito das aparências em contrário, eles têm os tesouros da graça e da salvação de Deus (Colossenses 2.3). Há também um encorajamento mais obscuro aqui. A perseguição será limitada a “dez dias” (Apocalipse 2.10). A imagem é extraída de Daniel 1. Daniel e seus amigos estavam buscando servir ao rei Nabucodonosor sem, contudo, fazer concessões ao mundo pagão. Eles se recusam a comer a carne servida pela corte. Eles estão estabelecem um período de “dez dias” durante os quais se testaria se eles sobreviveriam tão bem sem carne. Sob a proteção soberana de Deus, eles sobreviveram ao teste. Embora a perseguição em Esmirna provavelmente tenha durado mais de dez dias (algumas perseguições duraram anos), Daniel e seus amigos permanecem como um conforto a todos os cristãos que sofrem. Se, enquanto buscam viver sem negar ao Senhor, eles forem alvo de perseguição, eles hão de descobrir que o Senhor é soberano e impôs um limite de tempo. Com efeito, a própria perseguição passará a ser vista como uma “prova” do Senhor (Apocalipse 2.10), pois o seu povo permanecerá fiel e o Senhor os defenderá.

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John Robert Walmsley Stott,  foi um pastor e teólogo anglicano britânico, conhecido como um dos grandes nomes mundiais evangélicos.

Thiago Aguiar

Thiago Aguiar, Casado com Juliana Aguiar, Cristão, Salvo por Jesus Cristo, Ministro do Evangelho, Bacharel em Teologia, Técnico em Segurança do Trabalho, Empreendedor Digital, Blogueiro, Serve na Igreja Missão Evangélica Pentecostal do Brasil, em Natal/RN.

Website: https://thiagoaguiar.com

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